segunda-feira, 9 de maio de 2011
Ser mãe
Ser mãe....algo indiscritivel, quero um dia poder ouvir a palavra mamãe...deve ser a melhor música aos ouvidos, a alma, ao coração.........
Eu creio que o que dê fato queremos de todo coração acontece, portanto acredito que meu sonho está bem perto de se realizar...O Deus que conheço é um Deus que opera milagres, um Deus das situações impossíveis e improváveis, creio cada vez mais que tudo tem um porquê , um motivo, nada acontece por acaso e fora do controle Dele..bjus à todos..
Dia Das Mães
O dia das mães é todos os dias, mas foi necessário ter uma data específica para avaliarmos de fato o que ela faz por nós. Mãe que é mãe cuida , ensina, acaricia, torce , nos ensina a acreditar a ter fé...Por isso acredito no ditado verdadeiro que diz que mãe verdadeira é quem cria, quem ensina valores, quem prepara pra vida.
E as estações se movam,
Ainda será minha estrela,
A mais linda, a mais radiante.
Será pra mim sempre bela,
Sempre amiga!
Podem todos me crucificar,
Mas sei que saberás a verdade
E com todas suas forças irá me defender
Como ninguém me defenderia.
Está presente,
Em todos os felizes e tristes momentos.
Está sempre forte,
Para vencer mais um desafio.
Por mais que eu cresça e amadureça,
Sempre serei seu fruto,
E orgulho total de minha raiz!
Espero em Deus um dia ser agraciada com esse Dom divino de gerar uma vida!! De poder olhar aquele ser , sentindo em seu ventre e chamar de "meu pedacinho". Vê lo crescer, evoluir e ver que de fato a vida valeu a pena ser vivida...Que aconteça o que acontecer vc tem alguém no mundo, vc está ligado para o resto da vida a uma pessoa, laços fortes, laços de sangue...Esse é meu sonho ...que a cada dia torna -se ....simplesmente um doce sonho !!!!!!!
parabéns as mãe verdadeiras. Chamo de mãe verdadeira porque a natureza contribui , quase todo ser humano tem a capacidade de procriar, mas amar , criar, se importar e ensinar o bom caminho....isso é de alma , de coração, é Dom Divino....
Mãe tu que me destes a benção
da vida , em teu ventre cresce pelo teu amor, hoje aminha vida agradece a tua
por ela ser a sua continuidade em min, sei que as tuas noites de sono foi pra
que eu não ficasse doente, e quando estive os teus braços me socorriam , tua
alma aflita chorava quando sentia a minha em perigo .. Muitas vezes chorastes apavorada
pelas noite adentro perdendo o teu sono por mim causa, Mãe! Sempre lembrarei nas saudades dos dias que ficamos juntos , se
um dia partires, estarei aqui com meus pensamentos a ti abraçar , até o meu dia
chegar para que possas ter o meu em teus
braços...
Alma de um poeta Flavio Miguel
Feliz Dia das Mães
és o agasalho ,a ternura calma e necessária, o refúgio do entendimento e das soluções.A presença da Paz que nos abençoa.
Por mais que o tempo passe
E as estações se movam,
Ainda será minha estrela,
A mais linda, a mais radiante.
Será pra mim sempre bela,
Sempre amiga!
Podem todos me crucificar,
Mas sei que saberás a verdade
E com todas suas forças irá me defender
Como ninguém me defenderia.
Está presente,
Em todos os felizes e tristes momentos.
Está sempre forte,
Para vencer mais um desafio.
Por mais que eu cresça e amadureça,
Sempre serei seu fruto,
E orgulho total de minha raiz!
Espero em Deus um dia ser agraciada com esse Dom divino de gerar uma vida!! De poder olhar aquele ser , sentindo em seu ventre e chamar de "meu pedacinho". Vê lo crescer, evoluir e ver que de fato a vida valeu a pena ser vivida...Que aconteça o que acontecer vc tem alguém no mundo, vc está ligado para o resto da vida a uma pessoa, laços fortes, laços de sangue...Esse é meu sonho ...que a cada dia torna -se ....simplesmente um doce sonho !!!!!!!
parabéns as mãe verdadeiras. Chamo de mãe verdadeira porque a natureza contribui , quase todo ser humano tem a capacidade de procriar, mas amar , criar, se importar e ensinar o bom caminho....isso é de alma , de coração, é Dom Divino....
da vida , em teu ventre cresce pelo teu amor, hoje aminha vida agradece a tua
por ela ser a sua continuidade em min, sei que as tuas noites de sono foi pra
que eu não ficasse doente, e quando estive os teus braços me socorriam , tua
alma aflita chorava quando sentia a minha em perigo .. Muitas vezes chorastes apavorada
pelas noite adentro perdendo o teu sono por mim causa, Mãe! Sempre lembrarei nas saudades dos dias que ficamos juntos , se
um dia partires, estarei aqui com meus pensamentos a ti abraçar , até o meu dia
chegar para que possas ter o meu em teus
braços...
Alma de um poeta Flavio Miguel
terça-feira, 12 de abril de 2011
Deixando para depois
Quantas vezes deixamos para depois,
uma palavra de afeto ou um carinho às pessoas que amamos...
Achando que haverá tempo depois, ou pensando que não tem importância,
dizer palavras carinhosas àqueles que amamos...
Lembre-se que o tempo que se foi não volta,
se perdermos as oportunidades do agora,
no amanhã não conseguiremos resgatá-lo...
Liberte seu coração, faça o que tem vontade,
não tenha vergonha de seus sentimentos de amor e gratidão...
Distribua-os aos seus mais queridos,
que você terá sempre a sensação de estar bem consigo mesmo...
Deixe de lado, o protocolo social,
e viva intensamente todos os momentos,
com quem o seu amor é incondicional.
Porque estamos aqui de passagem,
e levamos conosco o que fizemos de melhor,
por nós e pelos que estiveram conosco.
Sendo assim, repensem seus atos,
e veja se está demonstrando todo seu amor,
e carinho às pessoas que estão com você hoje,
Veja se você não está pensando em si próprio,
para depois pensar no outro...
Analise suas atitudes e veja se não está faltando dar mais abraço,
dizer mais vezes Eu Te Amo...
E nunca se esqueça que o amanhã não nos pertence...
Por isso viva o hoje da melhor maneira,
demonstrando sempre o que há de melhor em você.
Liberte-se das amarras do orgulho e do egoísmo,
porque estamos aqui apenas no aprendizado...
E se somos aprendizes da vida,
não temos o direito de não fazer as lições de casa.
Eu não vou deixar pra depois,
quero reafirmar agora o quanto vc
é importante pra mim, anjo meu...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
os outros.............
Porque “os outros” são tão perigosos?
Quem nunca ouviu de sua mãe ou pai a frase “o que os outros vão dizer disso?”
Sempre nos preocupamos com a opinião dos outros.
Mas quem são os outros?
É a chamada opinião pública que representa a ideia coletiva da sociedade.
Esse medo dos outros é clássico.
No seriado Lost, onde os sobreviventes de um avião vivem em condições precárias,
o maior perigo é encontrar os outros.
Lembro que em algumas cenas apareciam
somente os pés e pernas dos outros caminhando pela mata.
Os sobreviventes de Lost ficavam totalmente imóveis
para não serem percebidos pelos terríveis “os outros”.
Os outros eram os suspeitos pelos desaparecimentos de alguns sobreviventes.
É graça a esse medo que as pessoas gastam até o que não têm para se vestir,
se calçar e possuir bens que estejam de acordo com o que é aceito pelos outros,
é graças a este medo que se abandona sentimentos lindos por ciúme,
insegurança e o pavor de ser passado por corno, idiota, etc...
ou seja, o medo da opinião pública,
tem o dom de nos fazer entrar em contato com nosso lado ridículo e infantil
no sentido de imaturidade.
Esse sentimento de necessidade de aceitação é um problema psicológico
e quem não aceita é até criticado,
imagina enfrentar a opinião dos outros.
"Me disseram", "me falaram", "alguém me falou",
são expressões que não devem ser levadas a sério,
são típicas de foqueiros de plantão e vc der ouvidos
prepare-se para perder alguma coisa,
inclusive a personalidade,
pois estará sendo levado a pensar e a agir pela cabeça dos outros.
A grande vantagem de se já se ter vivido bastante
é poder ignorar a opinião dos outros.
Existem outras, mas é melhor não comentar.
(as maledicentes, pois opinião que nos ajudam a crescer devem ser bem vindas)
Gente a opinião dos outros nunca pode se sobrepor a nossa própria opinião,
geralmente os outros falam mal, denigrem,
e quem faz isso tem a própria vida para negócios,
é cheia de podres e quer colocar todos
ou escolhe um alvo para não se sentir só no seu mundo de misérias morais.
Quando se é muito novo precisamos de autoafirmação
e a opinião dos outros é importante,
mas depois com o passar do tempo,
amadurecemos e isso muda,
pois acabamos descobrindo que o importante mesmo
é estarmos bem conosco mesmo.
Vou te contar um segredo anjo meu: como é bom viver se acordo com a nossa conciência, com nossos ideais e os nossos valores dígnos!
Como é bom, mesmo quando tentam nos enlamear,
poder sentir que o erro não é nosso,
é dos seres que ainda não atingiram a serenidade conquistada
por um comportamento e atitudes corretas.
Pobres seres que se comprazem com a infelicidade alheia!
Pobres seres que ainda vivem obstinados em querer se moldar aos "os outros"!
Pobres seres que jogam foram fora a pureza de uma alma!
Vai junto o meu desejo de que vc seja sempre você mesmo,
pois Deus te deu um cérebro saudável para pensar e discernir,
vc não precisa que pensem por vc.
Quem nunca ouviu de sua mãe ou pai a frase “o que os outros vão dizer disso?”
Sempre nos preocupamos com a opinião dos outros.
Mas quem são os outros?
É a chamada opinião pública que representa a ideia coletiva da sociedade.
Esse medo dos outros é clássico.
No seriado Lost, onde os sobreviventes de um avião vivem em condições precárias,
o maior perigo é encontrar os outros.
Lembro que em algumas cenas apareciam
somente os pés e pernas dos outros caminhando pela mata.
Os sobreviventes de Lost ficavam totalmente imóveis
para não serem percebidos pelos terríveis “os outros”.
Os outros eram os suspeitos pelos desaparecimentos de alguns sobreviventes.
É graça a esse medo que as pessoas gastam até o que não têm para se vestir,
se calçar e possuir bens que estejam de acordo com o que é aceito pelos outros,
é graças a este medo que se abandona sentimentos lindos por ciúme,
insegurança e o pavor de ser passado por corno, idiota, etc...
ou seja, o medo da opinião pública,
tem o dom de nos fazer entrar em contato com nosso lado ridículo e infantil
no sentido de imaturidade.
Esse sentimento de necessidade de aceitação é um problema psicológico
e quem não aceita é até criticado,
imagina enfrentar a opinião dos outros.
"Me disseram", "me falaram", "alguém me falou",
são expressões que não devem ser levadas a sério,
são típicas de foqueiros de plantão e vc der ouvidos
prepare-se para perder alguma coisa,
inclusive a personalidade,
pois estará sendo levado a pensar e a agir pela cabeça dos outros.
A grande vantagem de se já se ter vivido bastante
é poder ignorar a opinião dos outros.
Existem outras, mas é melhor não comentar.
(as maledicentes, pois opinião que nos ajudam a crescer devem ser bem vindas)
Gente a opinião dos outros nunca pode se sobrepor a nossa própria opinião,
geralmente os outros falam mal, denigrem,
e quem faz isso tem a própria vida para negócios,
é cheia de podres e quer colocar todos
ou escolhe um alvo para não se sentir só no seu mundo de misérias morais.
Quando se é muito novo precisamos de autoafirmação
e a opinião dos outros é importante,
mas depois com o passar do tempo,
amadurecemos e isso muda,
pois acabamos descobrindo que o importante mesmo
é estarmos bem conosco mesmo.
Vou te contar um segredo anjo meu: como é bom viver se acordo com a nossa conciência, com nossos ideais e os nossos valores dígnos!
Como é bom, mesmo quando tentam nos enlamear,
poder sentir que o erro não é nosso,
é dos seres que ainda não atingiram a serenidade conquistada
por um comportamento e atitudes corretas.
Pobres seres que se comprazem com a infelicidade alheia!
Pobres seres que ainda vivem obstinados em querer se moldar aos "os outros"!
Pobres seres que jogam foram fora a pureza de uma alma!
Vai junto o meu desejo de que vc seja sempre você mesmo,
pois Deus te deu um cérebro saudável para pensar e discernir,
vc não precisa que pensem por vc.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Quando a etapa chega ao fim
Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas
que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha, seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais, amantes que revivem
noite e dia uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações, mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Lembre-se, você é luz!
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas
que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha, seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais, amantes que revivem
noite e dia uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações, mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Lembre-se, você é luz!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Amor Líquido: a fragilidade dos laços humanos
Luciene Félix
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana da ESDC
É da natureza do Amor ser refém do destino”.
Lucano/Francis Bacon
É sobre a desesperadora dificuldade de se perpetuar os vínculos no mundo de hoje que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman se debruça na obra que dá título a esse artigo, e a respeito da qual tecemos breves considerações
Eterno e em constante mudança, o amor é dos deuses mais antigos, a maior dýnamis (potência) do universo. Concilia a permanência de Parmênides (o Ser É) e a mudança de Heráclito (Tudo Flui), o que não surpreende se considerarmos que sua areté (excelência) é justamente essa: unir.
Desde ‘O Banquete - sobre o Amor’, de Platão (vide artigo nesse Blog), onde nada de relevante deixou de ser dito acerca do Amor, o que há de novo em nossa líquida sociedade moderna alterando essa potestade? É possível que ainda existam ligações indissolúveis e definitivas? Ou o veloz virtual mundo líquido em que vivemos dificulta o perene, nos obrigando a viver constantemente sob a égide da incerteza, numa absoluta fluidez e alternância de vínculos?
Quando as relações virtuais (conexões) estabelecem um padrão, um novo molde/paradigma de relacionamento se impõe. E em nosso cotidiano, o virtual tem se tornado cada vez mais real.
E o que é a realidade? Segundo a clássica descrição de Émile Durkheim (1858-1917): algo que fixa, que ‘institui fora de nós certas formas de agir e certos julgamentos que não dependem de cada vontade particular tomada isoladamente’; algo que ‘deve ser reconhecido pelo poder de coerção externa’ e pela ‘resistência oferecida a todo ato individual que tenda a transgredi-la’.
Quanto aos vínculos, atentemos para o fato de que o de parentesco goza de um status privilegiadamente singular: é de nascença, incondicional, irrevogável e indissolúvel. É pura e simplesmente, querendo ou não, uma coisa dada. Passíveis de serem mais estreitados ou nem tanto, vínculos de parentesco não são precedidos por escolha (escolher qualifica), daí serem bênçãos ou maldições, dádiva ou sina.
É precisamente a inabalável solidez que o parentesco pressupõe, que tanto almejamos quando, por desejo, nos unimos a alguém. Obviamente, ao exercermos a liberdade de escolher a quem nos vincularmos, priorizamos nossas afinidades – Wahlverwandschaft.
É no reduto das escolhas amorosas que, exercendo nosso livre arbítrio, ao sermos correspondidos, vislumbramos o valor do nosso ‘eu’. E de quanto mais virtudes, predicados, distinções e de atributos singulares a pessoa escolhida for dotada, mais glória tributamos a nós mesmos: “No brilho ofuscante da pessoa escolhida, minha própria incandescência encontra seu reflexo resplandecente”, diz Bauman.
No decorrer da vida, nossos valores mudam (aos 50 anos, estaremos atentos a virtudes inimagináveis aos 20, por exemplo). Estejamos cônscios a mais essa doce cilada de Eros. Convém não fazer do amado, objeto: “uma simples extensão, eco, ferramenta ou empregado trabalhando para mim (...).”
Parentescos, cultivados ou não, estarão sempre à mão, já a escolha deliberada “diferentemente da sina do parentesco, é uma via de mão dupla. Sempre se pode dar meia volta”. Exceto, talvez, pela adoção de um (a) filho (a), cujo cordão umbilical (mesmo quando inexistente), é duplamente alicerçado, nas demais, Bauman chama a atenção para o fato de que “A menos que a escolha seja reafirmada diariamente e novas ações continuem a ser empreendidas para confirmá-la, a afinidade vai definhando, murchando e se deteriorando até se desintegrar”.
O ‘regar todos os dias’ é algo que soa extremamente extenuante para nós, já avessos e desacostumados a sólidos e duráveis, hipnotizados pelo instantâneo, descartável e de menor esforço possível: “nem mesmo os casamentos, ao contrário da insistência sacerdotal, são feitos no céu, e o que foi unido por seres humanos estes podem – e têm permissão para – desunir” como nos alerta o sociólogo.
O cultivo de uma relação, amorosa ou de amizade – real ou virtual – pode se revelar árduo e enfadonho. Quer seja nos tempos d’outrora, ou nos dias de agora, é exigir demais a um casal apaixonado o cumprimento da promessa de que o amor dure e perdure até que a morte os separe.
O sapientíssimo tragediógrafo grego Sófocles (496 a.C. – 406 a.C.), em sua atemporal obra “Antígona” é certeiro: “O que é a vida do homem? Algo que não é orientado para o bem ou para o mal, nem moldado para louvar ou censurar. A oportunidade leva o homem às alturas, a oportunidade o arremessa para baixo e ninguém pode prever o que será a partir daquilo que se é”.
Mesmo que essa imprevisibilidade nos assombre, Bauman nos diz também que “ninguém pode suportar com leveza essa impossibilidade (...) é o futuro, assustadoramente desconhecido e impenetrável, e não a dignidade de um passado que, embora venerável, se oculta por trás do dilema (...)”. O fato é que talvez nunca tenha havido tantas oportunidades – leiam-se incertezas – quanto agora.
Se diante dum oráculo, pudéssemos indagar sobre o futuro de nossos amores, por qual das seguintes possibilidades de resposta optaríamos: A) Durará para sempre; B) Não durará ou C) Não há como saber?
Misteriosamente “barrando o acesso, negando o ingresso, inatingível e eternamente além do nosso alcance”, a última opção é a divina, aponta o estudioso. Assim é o amor.
Fascinante, Eros não desagrada a ninguém, imprevisibilidade é outro de seus desconcertantes e sedutores atributos. Sentimentos de insegurança fomentam desejos conflitantes que culminam na dilacerante alternância entre “apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos”.
Por mais que desejemos ser um só – somente o amor permite essa fusão, repetidas vezes – há a intransponível dualidade dos seres: “Tentativas de superar essa dualidade, de abrandar o obstinado e domar o turbulento, de tornar prognosticável o incognoscível e de acorrentar o nômade – tudo isso soa como um dobre de finados para o amor.”
Será que, quando se trata de amor, posse, poder, fusão e desencanto são mesmo, “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse” como aponta o estudioso? Zygmunt Bauman diz que Odo Marquad atentou para o fato que “do parentesco etimológico entre zwei e zweifel (“dois” e dúvida”, em alemão) e insinuou que o elo entre essas palavras vai além da simples aliteração. Onde há dois não há certeza”.
Reduzindo drasticamente as pressões, em nenhum outro ambiente os vínculos, os relacionamentos são tão agradáveis e descartáveis quanto no mundo virtual: “As relações virtuais se encaixam como uma luva na atual vida moderna. Diferente dos compromissos ‘reais’ e, mais aprisionantes ainda, dos compromissos de longo prazo, essas relações são indolores, são fáceis de entrar e sair, aparecem e desaparecem num clique: ‘Em comparação com a ‘coisa autêntica’, pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear (...)”.
Simplesmente embaraçosos ou perturbadoramente constrangedores, muitas vezes é grande a dificuldade de romper vínculos/relações ‘inconvenientes’, mas romper uma ‘conexão indesejável’ não requer prática nem tampouco habilidade: “conexões podem ser rompidas, e o são, muito antes que se comece a detestá-las”, diz Bauman.
Existe algo mais simples que não responder a um email (que podemos não ter mesmo recebido ou ido parar na caixa de ‘spam’)? E o ‘Delete’ no teclado, além de tempo, não nos poupa também da enfadonha necessidade de promessas, desculpas e das inúmeras e incômodas máscaras?
Mas não se iludam! No mundo virtual, embora sejam inúmeros (e sempre crescentes) os “contatos”, ter acesso não significa (muito menos garante) relações prazerosas, vínculos estreitos e: “Manter-se em alta velocidade, antes uma aventura estimulante, vira uma tarefa cansativa”, aponta Bauman.
Obviamente há o risco de, não favorecendo êxito no aprofundamento (leia-se qualidade) das relações, buscarem-se compensações na velocidade com que eles surgem e desaparecem (entenda-se quantidade).
No virtual, substituição é a palavra de ordem: “quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade”. Nada mais confuso, instável e descartável.
Lúcido, Zygmunt Bauman diz que “Não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer (...) chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se tem a mínima idéia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai pegar você desprevenido”.
Nada avessa ao mundo virtual, considero curioso que essa navegação favoreça e muito a idealização do amor, realizando o platônico. Vínculos reais e relações físicas, além de sujeitos a conceitos pré-concebidos (preconceitos) também nos acorrentam a tempo e espaço, enquanto afinidades por ‘idéias’ e ideais, além e acima de mundanidades, são mais livres e autênticas.
Pleno é reunir corpo e alma – Pandêmia e Urânia – as duas modalidades de Afrodite (*). Privilegiar a primeira é mais razoável para a felicidade (do tipo "feito no céu"). Talvez seja por isso que Nietzsche tenha recomendado que nos unamos com quem seja prazeroso... Conversar!
Tão inescapável quanto à morte, reais ou virtuais, nunca houve nem haverá receita universal para desfrutar dessa dádiva que é o amor. Como a própria vida, não há garantia de prazo. Seu destino é enfeitiçadoramente inconcluso, exatamente como proferido pelo oráculo. O télos (propósito) desse daimon divino é gerar e parir a beleza - no corpo ou na alma – pode ser em ambos. E até eterno.
(*) Trecho do artigo "O Banquete – sobre o Amor, Platão"
Mais realista, “não é um só”, objeta Pausânias que, cingindo a unidade do Amor, subdivide-o e (não os excluindo) hierarquiza-os imediatamente: Afrodite não é só uma, há a mais velha, Urânia (Celestial) e a Pandêmia (pan = todos e demos = povos). Nesta última, amam mais o corpo que a alma. Afrodite Pandêmia (a Popular, vulgar) inexoravelmente é vencida pelo tempo (Chronos): “Com efeito, ao mesmo tempo em que cessa o viço do corpo, que era o que ele amava “alça ele o seu vôo” (citando Homero), sem respeito a muitas palavras e promessas feitas. Ao contrário, o amante do caráter, que é bom, é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é constante”.
Pausânias revela duas formas de Amor: Afrodite Urânia, associada ao eterno, imortal e Afrodite Pandêmia ao transitório, mortal. Os dois amores são necessários, embora sucumbir dando ênfase à Pandêmia desvirtue a pólis.
E mesmo que esteja passível de cometer um engano, um erro de pessoa, quem ama verdadeiramente é digno de nobreza.
Reflexão: Elo e Apego
:: Simone Arrojo ::
Creio que existam muitas diferenças sutis entre essas 2 palavras: ELO e APEGO. Foi num curso sobre mudança, que tomei conhecimento da importância do entendimento dessas palavras tão simples, mas que podem transformar e nos libertar.
Gostaria que você, neste momento, parasse um pouco e pensasse o que significa elo...... Você tem um elo com quem ou em que?
Agora, poderia definir o que significa apego, que sensações você tem ao pensar nessa palavra e a quem ou em que você se sente apegado (a)?
A palavra elo, para mim , tem um sentimento muito forte de liberdade, de prazer sem obrigação. O elo entre as coisas e as pessoas se dá no momento certo, sem forçar nada e com uma certeza de que aceitamos o outro do jeito que ele é. Há um elo muito forte até mesmo quando ficamos anos sem ver alguém. Esse elo vive, apesar do tempo, ele transcende o nosso consciente. Ele simplesmente existe. É como nosso elo com a natureza, não moramos na praia, mas ela está lá.
Agora saindo do elo externo, gostaria de refletir sobre nosso elo conosco mesmo. O elo de sermos nossos próprios amigos, de nos aceitarmos como somos, de nos permitirmos viver coisas importantes, mesmo que os outros não percebam. Essa é a verdadeira manutenção de nosso elo com a nossa própria alma. Entramos em depressão quando perdemos essa ligação. Temos a impressão de sermos seres fragmentados. Ora somos razão, ora emoção ora nem sabemos quem somos. Precisamos religar esse elo com nossa alma para não perdermos o elo de nossa evolução consciente.
Quanto ao apego... esse sentimento de sofrimento, controle, aprisionamento. Uma pessoa me disse que era tão apegada à mãe que, não aceitando sua morte, ficou em depressão por 3 anos. Se, em lugar do apego, houvesse o elo, ela entenderia a transcendência da morte e a continuidade da ligação. Depois de refletir sobre isso, ela entendeu. Outra amiga esses dias, falou que seu casamento estava acabando por ciúme. O apego ao marido, estava afastando-a dele, pois ele estava se sentindo sufocado. Disse que agora era tarde para recuperar isso.
Para mim, o apego é a falta de segurança, auto-estima e falta de fé. Quem se apega, não acredita no amor, na experiência e... no que seja bom enquanto dure... Nós, seres humanos, gostamos de vivenciar determinadas coisas enquanto esses momentos nos trazem alegria, bem estar, crescimento e felicidade. Mas temos mania de manter situações que já não nos fazem bem. O apego nos dá a falsa ilusão de controle, de satisfação e de amor. Uma mãe que ama seu filho de verdade, entende que ele é um ser único e separado dela, que tem vida própria e experiências a serem vividas. Toda mãe sente na pele que não pode proteger seu filho a vida inteira
Qualquer tipo de apego traz cegueira. O apego ao dinheiro, à religião, ao carro, à casa. Qualquer tipo de apego vai contra as nossas necessidades, não enxerga a mudança, a transformação das necessidades. Quantas vezes nos apegamos a algo e depois que soltamos, o novo veio e foi muito melhor ou pelo menos importantíssimo para o nosso crescimento.
Espero que saibamos transformar todos os nossos apegos em elos. E... que a vida flua, conforme a nossa alma peça as mudanças. Espero que saibamos reconhecer que, quando nossos olhos perdem o brilho é porque é tempo de mudança, seja na profissão, na saúde, nos relacionamento, etc. O corpo sabe o que dá prazer, saiba ouvir e, de vez em quando se olhe no espelho para saber o que seus olhos dizem. Medite para saber o que sua alma deseja e tenha coragem de deixar vir o novo. O novo pode vir até na mesma casa, no mesmo relacionamento e na mesma pessoa. O novo vem da renovação de atitudes, da mudança de pensamento e ações, que ainda não experimentamos. O novo vem de dentro...
Segue abaixo um Exercício de Imagens Mentais por Izabel Telles para ajudar a mudar esse padrão menta
Se você sente que não consegue se desapegar de algo ou de alguém aqui vai uma sugestão de exercício:
O Caminho Dourado
Sentada, olhos fechados, respire 3 vezes lentamente e veja-se sentada numa praia tendo o mar à sua frente. Do seu lado esquerdo veja a pessoa ou aquilo de que quer se desapegar, e veja esta pessoa sair lentamente do seu lado (ou sendo levado ou levada) para seu lado esquerdo, lentamente, banhado por um chuva bem fininha dourada.
Acompanhe esta pessoa ir desaparecendo lá no infinito.
Então, respire aliviada e abra os olhos.
Professora de Filosofia e Mitologia Greco-Romana da ESDC
É da natureza do Amor ser refém do destino”.
Lucano/Francis Bacon
É sobre a desesperadora dificuldade de se perpetuar os vínculos no mundo de hoje que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman se debruça na obra que dá título a esse artigo, e a respeito da qual tecemos breves considerações
Eterno e em constante mudança, o amor é dos deuses mais antigos, a maior dýnamis (potência) do universo. Concilia a permanência de Parmênides (o Ser É) e a mudança de Heráclito (Tudo Flui), o que não surpreende se considerarmos que sua areté (excelência) é justamente essa: unir.
Desde ‘O Banquete - sobre o Amor’, de Platão (vide artigo nesse Blog), onde nada de relevante deixou de ser dito acerca do Amor, o que há de novo em nossa líquida sociedade moderna alterando essa potestade? É possível que ainda existam ligações indissolúveis e definitivas? Ou o veloz virtual mundo líquido em que vivemos dificulta o perene, nos obrigando a viver constantemente sob a égide da incerteza, numa absoluta fluidez e alternância de vínculos?
Quando as relações virtuais (conexões) estabelecem um padrão, um novo molde/paradigma de relacionamento se impõe. E em nosso cotidiano, o virtual tem se tornado cada vez mais real.
E o que é a realidade? Segundo a clássica descrição de Émile Durkheim (1858-1917): algo que fixa, que ‘institui fora de nós certas formas de agir e certos julgamentos que não dependem de cada vontade particular tomada isoladamente’; algo que ‘deve ser reconhecido pelo poder de coerção externa’ e pela ‘resistência oferecida a todo ato individual que tenda a transgredi-la’.
Quanto aos vínculos, atentemos para o fato de que o de parentesco goza de um status privilegiadamente singular: é de nascença, incondicional, irrevogável e indissolúvel. É pura e simplesmente, querendo ou não, uma coisa dada. Passíveis de serem mais estreitados ou nem tanto, vínculos de parentesco não são precedidos por escolha (escolher qualifica), daí serem bênçãos ou maldições, dádiva ou sina.
É precisamente a inabalável solidez que o parentesco pressupõe, que tanto almejamos quando, por desejo, nos unimos a alguém. Obviamente, ao exercermos a liberdade de escolher a quem nos vincularmos, priorizamos nossas afinidades – Wahlverwandschaft.
É no reduto das escolhas amorosas que, exercendo nosso livre arbítrio, ao sermos correspondidos, vislumbramos o valor do nosso ‘eu’. E de quanto mais virtudes, predicados, distinções e de atributos singulares a pessoa escolhida for dotada, mais glória tributamos a nós mesmos: “No brilho ofuscante da pessoa escolhida, minha própria incandescência encontra seu reflexo resplandecente”, diz Bauman.
No decorrer da vida, nossos valores mudam (aos 50 anos, estaremos atentos a virtudes inimagináveis aos 20, por exemplo). Estejamos cônscios a mais essa doce cilada de Eros. Convém não fazer do amado, objeto: “uma simples extensão, eco, ferramenta ou empregado trabalhando para mim (...).”
Parentescos, cultivados ou não, estarão sempre à mão, já a escolha deliberada “diferentemente da sina do parentesco, é uma via de mão dupla. Sempre se pode dar meia volta”. Exceto, talvez, pela adoção de um (a) filho (a), cujo cordão umbilical (mesmo quando inexistente), é duplamente alicerçado, nas demais, Bauman chama a atenção para o fato de que “A menos que a escolha seja reafirmada diariamente e novas ações continuem a ser empreendidas para confirmá-la, a afinidade vai definhando, murchando e se deteriorando até se desintegrar”.
O ‘regar todos os dias’ é algo que soa extremamente extenuante para nós, já avessos e desacostumados a sólidos e duráveis, hipnotizados pelo instantâneo, descartável e de menor esforço possível: “nem mesmo os casamentos, ao contrário da insistência sacerdotal, são feitos no céu, e o que foi unido por seres humanos estes podem – e têm permissão para – desunir” como nos alerta o sociólogo.
O cultivo de uma relação, amorosa ou de amizade – real ou virtual – pode se revelar árduo e enfadonho. Quer seja nos tempos d’outrora, ou nos dias de agora, é exigir demais a um casal apaixonado o cumprimento da promessa de que o amor dure e perdure até que a morte os separe.
O sapientíssimo tragediógrafo grego Sófocles (496 a.C. – 406 a.C.), em sua atemporal obra “Antígona” é certeiro: “O que é a vida do homem? Algo que não é orientado para o bem ou para o mal, nem moldado para louvar ou censurar. A oportunidade leva o homem às alturas, a oportunidade o arremessa para baixo e ninguém pode prever o que será a partir daquilo que se é”.
Mesmo que essa imprevisibilidade nos assombre, Bauman nos diz também que “ninguém pode suportar com leveza essa impossibilidade (...) é o futuro, assustadoramente desconhecido e impenetrável, e não a dignidade de um passado que, embora venerável, se oculta por trás do dilema (...)”. O fato é que talvez nunca tenha havido tantas oportunidades – leiam-se incertezas – quanto agora.
Se diante dum oráculo, pudéssemos indagar sobre o futuro de nossos amores, por qual das seguintes possibilidades de resposta optaríamos: A) Durará para sempre; B) Não durará ou C) Não há como saber?
Misteriosamente “barrando o acesso, negando o ingresso, inatingível e eternamente além do nosso alcance”, a última opção é a divina, aponta o estudioso. Assim é o amor.
Fascinante, Eros não desagrada a ninguém, imprevisibilidade é outro de seus desconcertantes e sedutores atributos. Sentimentos de insegurança fomentam desejos conflitantes que culminam na dilacerante alternância entre “apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos”.
Por mais que desejemos ser um só – somente o amor permite essa fusão, repetidas vezes – há a intransponível dualidade dos seres: “Tentativas de superar essa dualidade, de abrandar o obstinado e domar o turbulento, de tornar prognosticável o incognoscível e de acorrentar o nômade – tudo isso soa como um dobre de finados para o amor.”
Será que, quando se trata de amor, posse, poder, fusão e desencanto são mesmo, “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse” como aponta o estudioso? Zygmunt Bauman diz que Odo Marquad atentou para o fato que “do parentesco etimológico entre zwei e zweifel (“dois” e dúvida”, em alemão) e insinuou que o elo entre essas palavras vai além da simples aliteração. Onde há dois não há certeza”.
Reduzindo drasticamente as pressões, em nenhum outro ambiente os vínculos, os relacionamentos são tão agradáveis e descartáveis quanto no mundo virtual: “As relações virtuais se encaixam como uma luva na atual vida moderna. Diferente dos compromissos ‘reais’ e, mais aprisionantes ainda, dos compromissos de longo prazo, essas relações são indolores, são fáceis de entrar e sair, aparecem e desaparecem num clique: ‘Em comparação com a ‘coisa autêntica’, pesada, lenta e confusa, eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear (...)”.
Simplesmente embaraçosos ou perturbadoramente constrangedores, muitas vezes é grande a dificuldade de romper vínculos/relações ‘inconvenientes’, mas romper uma ‘conexão indesejável’ não requer prática nem tampouco habilidade: “conexões podem ser rompidas, e o são, muito antes que se comece a detestá-las”, diz Bauman.
Existe algo mais simples que não responder a um email (que podemos não ter mesmo recebido ou ido parar na caixa de ‘spam’)? E o ‘Delete’ no teclado, além de tempo, não nos poupa também da enfadonha necessidade de promessas, desculpas e das inúmeras e incômodas máscaras?
Mas não se iludam! No mundo virtual, embora sejam inúmeros (e sempre crescentes) os “contatos”, ter acesso não significa (muito menos garante) relações prazerosas, vínculos estreitos e: “Manter-se em alta velocidade, antes uma aventura estimulante, vira uma tarefa cansativa”, aponta Bauman.
Obviamente há o risco de, não favorecendo êxito no aprofundamento (leia-se qualidade) das relações, buscarem-se compensações na velocidade com que eles surgem e desaparecem (entenda-se quantidade).
No virtual, substituição é a palavra de ordem: “quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade”. Nada mais confuso, instável e descartável.
Lúcido, Zygmunt Bauman diz que “Não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer (...) chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se tem a mínima idéia de quando isso acontecerá. Quando acontecer, vai pegar você desprevenido”.
Nada avessa ao mundo virtual, considero curioso que essa navegação favoreça e muito a idealização do amor, realizando o platônico. Vínculos reais e relações físicas, além de sujeitos a conceitos pré-concebidos (preconceitos) também nos acorrentam a tempo e espaço, enquanto afinidades por ‘idéias’ e ideais, além e acima de mundanidades, são mais livres e autênticas.
Pleno é reunir corpo e alma – Pandêmia e Urânia – as duas modalidades de Afrodite (*). Privilegiar a primeira é mais razoável para a felicidade (do tipo "feito no céu"). Talvez seja por isso que Nietzsche tenha recomendado que nos unamos com quem seja prazeroso... Conversar!
Tão inescapável quanto à morte, reais ou virtuais, nunca houve nem haverá receita universal para desfrutar dessa dádiva que é o amor. Como a própria vida, não há garantia de prazo. Seu destino é enfeitiçadoramente inconcluso, exatamente como proferido pelo oráculo. O télos (propósito) desse daimon divino é gerar e parir a beleza - no corpo ou na alma – pode ser em ambos. E até eterno.
(*) Trecho do artigo "O Banquete – sobre o Amor, Platão"
Mais realista, “não é um só”, objeta Pausânias que, cingindo a unidade do Amor, subdivide-o e (não os excluindo) hierarquiza-os imediatamente: Afrodite não é só uma, há a mais velha, Urânia (Celestial) e a Pandêmia (pan = todos e demos = povos). Nesta última, amam mais o corpo que a alma. Afrodite Pandêmia (a Popular, vulgar) inexoravelmente é vencida pelo tempo (Chronos): “Com efeito, ao mesmo tempo em que cessa o viço do corpo, que era o que ele amava “alça ele o seu vôo” (citando Homero), sem respeito a muitas palavras e promessas feitas. Ao contrário, o amante do caráter, que é bom, é constante por toda a vida, porque se fundiu com o que é constante”.
Pausânias revela duas formas de Amor: Afrodite Urânia, associada ao eterno, imortal e Afrodite Pandêmia ao transitório, mortal. Os dois amores são necessários, embora sucumbir dando ênfase à Pandêmia desvirtue a pólis.
E mesmo que esteja passível de cometer um engano, um erro de pessoa, quem ama verdadeiramente é digno de nobreza.
Reflexão: Elo e Apego
:: Simone Arrojo ::
Creio que existam muitas diferenças sutis entre essas 2 palavras: ELO e APEGO. Foi num curso sobre mudança, que tomei conhecimento da importância do entendimento dessas palavras tão simples, mas que podem transformar e nos libertar.
Gostaria que você, neste momento, parasse um pouco e pensasse o que significa elo...... Você tem um elo com quem ou em que?
Agora, poderia definir o que significa apego, que sensações você tem ao pensar nessa palavra e a quem ou em que você se sente apegado (a)?
A palavra elo, para mim , tem um sentimento muito forte de liberdade, de prazer sem obrigação. O elo entre as coisas e as pessoas se dá no momento certo, sem forçar nada e com uma certeza de que aceitamos o outro do jeito que ele é. Há um elo muito forte até mesmo quando ficamos anos sem ver alguém. Esse elo vive, apesar do tempo, ele transcende o nosso consciente. Ele simplesmente existe. É como nosso elo com a natureza, não moramos na praia, mas ela está lá.
Agora saindo do elo externo, gostaria de refletir sobre nosso elo conosco mesmo. O elo de sermos nossos próprios amigos, de nos aceitarmos como somos, de nos permitirmos viver coisas importantes, mesmo que os outros não percebam. Essa é a verdadeira manutenção de nosso elo com a nossa própria alma. Entramos em depressão quando perdemos essa ligação. Temos a impressão de sermos seres fragmentados. Ora somos razão, ora emoção ora nem sabemos quem somos. Precisamos religar esse elo com nossa alma para não perdermos o elo de nossa evolução consciente.
Quanto ao apego... esse sentimento de sofrimento, controle, aprisionamento. Uma pessoa me disse que era tão apegada à mãe que, não aceitando sua morte, ficou em depressão por 3 anos. Se, em lugar do apego, houvesse o elo, ela entenderia a transcendência da morte e a continuidade da ligação. Depois de refletir sobre isso, ela entendeu. Outra amiga esses dias, falou que seu casamento estava acabando por ciúme. O apego ao marido, estava afastando-a dele, pois ele estava se sentindo sufocado. Disse que agora era tarde para recuperar isso.
Para mim, o apego é a falta de segurança, auto-estima e falta de fé. Quem se apega, não acredita no amor, na experiência e... no que seja bom enquanto dure... Nós, seres humanos, gostamos de vivenciar determinadas coisas enquanto esses momentos nos trazem alegria, bem estar, crescimento e felicidade. Mas temos mania de manter situações que já não nos fazem bem. O apego nos dá a falsa ilusão de controle, de satisfação e de amor. Uma mãe que ama seu filho de verdade, entende que ele é um ser único e separado dela, que tem vida própria e experiências a serem vividas. Toda mãe sente na pele que não pode proteger seu filho a vida inteira
Qualquer tipo de apego traz cegueira. O apego ao dinheiro, à religião, ao carro, à casa. Qualquer tipo de apego vai contra as nossas necessidades, não enxerga a mudança, a transformação das necessidades. Quantas vezes nos apegamos a algo e depois que soltamos, o novo veio e foi muito melhor ou pelo menos importantíssimo para o nosso crescimento.
Espero que saibamos transformar todos os nossos apegos em elos. E... que a vida flua, conforme a nossa alma peça as mudanças. Espero que saibamos reconhecer que, quando nossos olhos perdem o brilho é porque é tempo de mudança, seja na profissão, na saúde, nos relacionamento, etc. O corpo sabe o que dá prazer, saiba ouvir e, de vez em quando se olhe no espelho para saber o que seus olhos dizem. Medite para saber o que sua alma deseja e tenha coragem de deixar vir o novo. O novo pode vir até na mesma casa, no mesmo relacionamento e na mesma pessoa. O novo vem da renovação de atitudes, da mudança de pensamento e ações, que ainda não experimentamos. O novo vem de dentro...
Segue abaixo um Exercício de Imagens Mentais por Izabel Telles para ajudar a mudar esse padrão menta
Se você sente que não consegue se desapegar de algo ou de alguém aqui vai uma sugestão de exercício:
O Caminho Dourado
Sentada, olhos fechados, respire 3 vezes lentamente e veja-se sentada numa praia tendo o mar à sua frente. Do seu lado esquerdo veja a pessoa ou aquilo de que quer se desapegar, e veja esta pessoa sair lentamente do seu lado (ou sendo levado ou levada) para seu lado esquerdo, lentamente, banhado por um chuva bem fininha dourada.
Acompanhe esta pessoa ir desaparecendo lá no infinito.
Então, respire aliviada e abra os olhos.
Mensagens da alma
Diante de Compromissos
Quando assumas um compromisso honra-o com a tua presença.
Antes de aceitares qualquer incumbência, medita a respeito, a fim de que não te situes numa posição desagradável.
Sucedendo algum impedimento à tua comparência ou desincumbência da tarefa, comunica-o com antecipação, de modo a não prejudicares quem te aguarda, ou aquele que confia na tua palavra.
Sejam de pequena monto ou alta responsabilidade, desincumbe-te de todos os deveres que assumires.
Joanna de Ângelis
O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.
É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.
Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.
Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.
Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.
É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.
Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.
Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.
O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.
O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.
Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresenem esporádicos.
A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.
A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.
Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.
Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.
Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...
O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.
O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS
Joanna de Angelis
Ninguém se evade das consequências de seus atos, como planta alguma produz diferente fruto da sua própria estrutura fatalista.
Joanna De Ângelis
Controle Emocional
Mantém o teu controle emocional em todas as situações.
Sistema nervoso alterado, vida em desalinho.
Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração.
A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.
(Livro Via Feliz)
Aceitar as Pessoas
Aceita as pessoas, conforme estas se te apresentam.
Este homem prepotente que te desagrada, está enfermo, e talvez não o saiba.
Esse companheiro recalcitrante é infeliz em si mesmo.
Aquele conhecido exigente sofre dos nervos Uns, que parecem orgulhosos, são apenas portadores de conflitos que procuram ocultar.
Outros, que se apresentam indiferentes, experimentam medos terríveis.
A Terra é um grande hospital de almas.
Quem te veja, apenas, superficialmente, não te verá, como analisaste, com acerto.
Concede a liberdade para que cada um seja conforme é e não como pretendes que sejam.
O ELO
O elo construimos através do dia-adia- com afinidade e respeito entre as pessoas. Qdo falamosém elo é uma ligação forte, moldada pelo amor incondicional. Vc tem a ligação forte com a pessoa e a aceita como ela é, sem qualquer restrição. Elo é diferente de posse. A posse destrói qualquer relacionamento. Posse é exigir que o outro se molde aos seus pensamentos e sentimentos, esquecendo que ele é único.
O elo é algo sólido , livre , vc pode ficar muito tempo sem ver a pessoa e a ligação exisitir ali , a saudade dos tempos vividos, o amor que nunca se acabou. Ja a posse é ligada a ira, revolta, a frustração , acaba destruindo qualquer sentimento..Pense nisso..é melhor construirmos a nossa volta elos..que são fortes ligações e certamente lhe levarão a algum caminho..
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